segunda-feira, 16 de março de 2015

Cabalat Shabat nessa semana!!!
Dia 20 de março de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Pessach a partir da noite de 3 de abril de 2015
Cabalat Shabat em 17 de abril de 2015



PARASHÁ DA SEMANA: Vaicrá / 5775

domingo, 8 de março de 2015

Próximo Cabalat Shabat em 20 de março de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Pessach a partir da noite de 3 de abril de 2015
Cabalat Shabat em 17 de abril de 2015



PARASHIOT DA SEMANA: Vaiakel e Pekudei / 5775

domingo, 1 de março de 2015

Próximo Cabalat Shabat em 20 de março de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Purim em 4 de março de 2015
Cabalat Shabat em 17 de abril de 2015



PARASHÁ DA SEMANA: Ki Tissá / 5775

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Próximo Cabalat Shabat em 20 de março de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Purim em 4 de março de 2015
Cabalat Shabat em 17 de abril de 2015



PARASHÁ DA SEMANA: Tetsavê / 5775

Grande parte das parashiot Terumá e Tetsavê contém instruções para a construção de um pátio cercado por colunas e cortinas, dentro do qual estariam objetos que permitiriam a Deus habitar entre os israelitas e que o povo se conectasse com Ele. No último livro da Torá este tabernáculo, Mishcan, é descrito como um local a ser temido e reverenciado (Vaicrá, 19:30).
 
A palavra mishcan tem sua raiz no verbo 'lishcon', descansar. Assim o Mishcan também seria um local para descanso da Shechiná, uma das facetas de Deus. Um midrash nos diz que a construção do Mishcan e sua inauguração comprovam o amor de Deus pelos israelitas e que os perdoou por terem confeccionado e idolatrado o bezerro de ouro.
 
O filósofo Franz Rosenzweig (Alemanha, 1886-1929) avalia a construção do Mishcan como o ápice de toda a Torá, pois os israelitas, como homens livres, tiveram o privilégio de construir um santuário em honra a Deus, e não mais para o faraó. Moshe David Cassuto (Itália, 1883-1951) afirma que o Mishcan foi um símbolo tangível da continuidade da presença de Deus entre os hebreus depois de sua saída do Monte Sinai, o local onde tiveram os encontros espirituais com Ele.
 
Sem dúvida, o Mishcan centralizou o culto a Deus e buscou '"monopolizar" a oferta de sacrifícios. Outro atributo do Mishcan é que ele se tornou a conexão entre dois pontos geográficos essenciais à História jucaida: o Monte Sinai e o Monte Sion.
 
Existem estudiosos que afirmam que o Mishcan nunca existiu realmente. A partir da análise literária crítica do texto da Torá, concluem que o tabernáculo foi uma ficção criada após a construção do Templo de Salomão, para legitimar o santuário em Jerusalém e seus sacerdotes, introduzindo no texto mais antigo da Torá estes relatos.
 
As leituras das parashiot Terumá e Tetsavê são acompanhadas de haftarot que fazem referências ao primeiro Templo - cujas especificações técnicas também são detalhadamente descritas no livro de Reis -, e às profecias de Ezequiel sobre a construção do  segundo Templo. Estas conexões decorrem da tradicional noção de que o Mishcan foi o templo portátil dos israelitas.
 
A estrutura e objetos do Mishcan foram guardados no Templo de Salomão e, após sua destruição, não se teve mais notícias daquelas peças. Durante os períodos de exílio o tabernáculo nunca mais foi reconstruído. São várias as explicações para isso:
 
- Receio e incapacidade de enfrentar os inimigos vencedores;
- Ausência de manifestação de Deus autorizando seu reerguimento;
- Crença de que a destruição dos Templos decorreram de castigos Divinos pelos pecados dos judeus;
- Inadequação ao processo de descentralização do Judaísmo como método de superação e sobrevivência.
 
De qualquer forma, o Mishcan ainda está fortemente relacionado ao cotidiano judaico do Século XXI. Uma das conexões é com o Shabat, pois como a construção do tabernáculo é relacionada à criação do Mundo, a consagração do Mishcan é equiparada ao sétimo dia. Por isso, todos os trabalhos realizados pelos israelitas na elaboração e construção do tabernáculo são trabalhos proibidos de serem realizados no Shabat. Também as sinagogas modernas contém diversos elementos iguais ou representativos daqueles descritos nas parashiot Terumá e Tetsavê para o Mishcan: o aron representa a arca; os rolos da Torá substituem as tábuas; a 'bimá' está no lugar do altar de sacrifícios; e ainda temos a menorá e o 'ner tamid'.
 
Resumo do encontro do Grupo de Estudos da Parashá da Congregação Israelita Paulista de 4 de fevereiro de 2012.  
 


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Próximo Cabalat Shabat em 30 de janeiro de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Cabalat Shabat em 20 de fevereiro de 2015




PARASHÁ DA SEMANA: Shemot / 5775

 

José se tornou um adulto realista, capaz de administrar o reino mais poderoso e rico de sua época. A liderança dos hebreus no segundo livro da Torá é conferida a Moisés.

 
Em Shemot, explica André Roemer, temos uma visão panoramica dos filhos de Iaacov, que se tornaram muito numerosos no Egito. Uma nova dinastia de faraós teme a força dos hebreus e a possibilidade de eles se aliarem a estrangeiros invasores.

Os hebreus já tinham uma relação de servidão com o faraó, como era comum naquela época. Os servos não tinham liberdade para sair do Egito, eram obrigados a trabalhar e a pagar tributos para o faraó.

O que desequilibrou o comodismo e incentivou a ideia de revolta foi o grande aumento da carga tributária, o trabalho excessivo, a agressão física aos chefes hebreus, culminando com a determinação de afogamentos dos meninos recém-nascidos.

A revolta se inicia pelo ventre, com as parteiras recusando-se a cumprir as ordens do faraó, e com as mulheres hebreias, que mantiveram os maridos incentivados a manter relações sexuais e a continuar a gerar filhos.

Quando Ioheved colocou Moisés no Nilo, optou pelo incerto, pelas possibilidades indefinidas que eram melhores do que a certa morte prematura. O futuro incerto, concluiu André Roemer, foi o que, paradoxalmente, conferiu as condições que permitiram a Moisés e aos hebreus retomarem o controle de seu destino, a readquirirem a liberdade.

Resumo do encontro do Grupo de Estudos da Parashá da Congregação Israelita Paulista de 20 de janeiro de 2014.  
 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Próximo Cabalat Shabat em 30 de janeiro de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Cabalat Shabat em 20 de fevereiro de 2015




PARASHÁ DA SEMANA: Vaiechi / 5775


domingo, 14 de dezembro de 2014

Próximo Cabalat Shabat em 30 de janeiro de 2015, às 19h15min!


Datas para Agendar:
Chanuká: 16 de dezembro de 2014
Cabalat Shabat em 20 de fevereiro de 2015




PARASHÁ DA SEMANA: Miketz / 5775

 

Danilo Waismann explicou que Iossef passou a ser chamado de tzadik após resistir ao assédio da esposa de Potifar, o egípcio que o comprou como servo. Por isso, foi jogado na prisão injustamente por doze anos. Aí ele conheceu o copeiro e o padeiro do faraó, também encarcerados.

Foram presos pois o copeiro serviu uma taça de vinho ao faraó com uma mosca, e o padeiro serviu pão com um palito no meio da massa. Teoricamente o copeiro cometeu um erro maior, pois ele teria mais controle para evitar o problema, apesar disso, ele foi poupado e o padeiro morto.

Iossef conseguiu interpretar o sonho do copeiro, porque uma ave não come alimentos que estejam na cabeça de uma pessoa viva, por medo. Assim, se as aves estavam comendo o pão na cesta na cabeça do padeiro, é porque ele estaria morto.

O midrash conta que o padeiro e o copeiro se odiavam, e um colocou a mosca no copo do faraó, e o outro o palito na massa do pão, como quem colocou a mosca - o ato mais grave - foi o padeiro, ele recebeu a punição mais grave. Este é um exemplo de 'sinat hinam', de ódio gratuito, relatado pela Torá.

O copeiro, ao se lembrar de Iossef depois de sair da prisão, se referiu a ele como 'hebreu', o que é interpretado pela tradição judaica como um exemplo de antissemitismo. O faraó, porém, reconheceu que nas palavras de Iossef havia a presença de Deus. O midrash explica que o faraó foi alertado de que os hebreus eram contra a escravidão. Então o faraó tentou assimilar Iossef, mudou suas roupas, lhe deu uma esposa egípcia, e mudou seu nome.

Apesar disso, concluiu Danilo Waismann, Menashe e Efraim – filhos de Iossef -, se mantiveram fiéis a Deus no meio de uma cultura idólatra. Mantiveram o mesmo nível de espiritualidade de seu pai, apesar de serem de uma geração posterior; foram os únicos netos de Iaacov a darem origem a duas tribos; e foram os primeiros irmãos da Torá a não terem divergências e conflitos, a terem amor gratuito no lugar do ‘sinat hinam’.

Resumo do encontro do Grupo de Estudos da Parashá da Congregação Israelita Paulista de 25 de novembro de 2013.